Catequistas Brasil apresenta os patronos e intercessores do evento para a edição de 2024, completando sua 5ª edição.
Redação
Live Esquenta Catequistas Brasil 2024 preparou catequistas para evento em fevereiro
Ontem (24), aconteceu no YouTube do Catequistas Brasil a Live Esquenta Catequistas Brasil, às 19h30. O objetivo da live foi preparar os mais de 2000 catequistas que estarão presentes no congresso Catequistas Brasil, de 2 a 4 de fevereiro, no Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho de Almeida, em Aparecida (SP), no Santuário Nacional.
A live contou com a apresentação de Douglas Reis, representante comercial e de eventos, que animou os catequistas e conduziu a live. Também esteve presente a diretora comercial da Promocat – Promotora Católica e idealizadora do Catequistas Brasil, Kiara Castro.
“Essa é uma live de esquenta, para esquentar nosso coração, fazer com que nossa alegria venha para Aparecida, para a Casa da Mãe. Estamos na expectativa esperando vocês, catequistas!”, explicou Kiara Castro no início da live.
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INTERAÇÃO
Na live, a interação com o público ficou por conta do social media, Fagner Lima, que fez a leitura dos comentários e interagiu com os catequistas presentes na live. Muitos palestrantes também participaram da live, comentando e compartilhando com seus grupos.
Catequistas de várias partes do Brasil estiveram presentes. Alguns catequistas irão ao congresso pela primeira vez e, por meio dos comentários, demonstraram sua expectativa e alegria em participar desse grande evento na Casa da Mãe Aparecida.
Acesse a live clicando aqui.
CONVIDADOS
Os convidados para a Live Esquenta Catequistas Brasil foram o cantor Léo Mantovani e a Irmã Sheila Araújo, FSP.
Durante a live, Léo Mantovani cantou 3 músicas do seu repertório. Auxiliou na oração compartilhando a sua voz com todos os expectadores. Relembrou que em 2020 ele gravou um de seus discos no palco principal do Catequistas Brasil. Para acompanhar seu trabalho, basta acessar seu canal no YouTube clicando aqui.
Irmã Sheila Araújo pertence a Congregação das Filhas de São Paulo ou Irmãs Paulinas (FSP) conduziu o momento de reflexão da noite. A temática foi ligada ao lema do evento “Eu digo sim, Deus age em mim”, compreendendo a missão do catequista referenciando-se no sim da Virgem Maria.
“Já estamos nesse esquenta do Catequistas Brasil que nos motiva a participar desse encontro com o coração aberto, para que nesse grande encontro possamos dizer juntos: eu sou feliz porque eu sou catequista, eu sou feliz porque eu vivo a minha vocação, eu sou feliz porque todos os dias eu estou doando a minha vida a exemplo de Maria”, iniciou Irmã Sheila.
Ela também será palestrante no congresso e estará presente junto com os catequistas do Brasil. O tema da sua palestra é “Catequese e a Dimensão Vocacional”, na Estação Paulinas, e também uma roda de conversa com o tema “Catequese e Projeto de Vida”.
“Pensar no sim de Maria é pensar em generosidade. No Evangelho ela diz: fazei tudo o que Ele vos disser, então que cada dia a gente possa dizer nosso sim com alegria. Você, catequista que já está se preparando para participar do Catequistas Brasil, esteja com seu coração aberto para que Deus possa agir na sua vida”, salientou.
Confira a live na íntegra acessando o YouTube do Catequistas Brasil aqui.
NOVIDADES CATEQUISTAS BRASIL 2024
Durante a live, foram anunciadas algumas novidades para que os catequistas venham preparados para o congresso. Essas novidades também estão sendo anunciadas pelas mídias oficiais do congresso.
Uma das novidades é a 1ª edição do Prêmio Frei Bernardo Cansi, que acontecerá durante o Catequistas Brasil. Será um momento para homenagear e reconhecer nomes referenciais da catequese no Brasil. Recebe o nome de Frei Bernardo, precursor da implementação da Catequese Renovada no país.
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Outra novidade é a programação completa que conta com espaços para mais painéis, além de presenças como Pe. Zezinho, SCJ e Silvonei José, do Vatican News.
O Diácono Leo Rabello será o apresentador do evento e fará um show com a Banda Dominus. Fraternidade São João Paulo II também é outra atração musical que estará presente. Ao entorno do Centro de Eventos haverá uma feira de catequese com materiais catequéticos e formativos.
As editoras também já confirmaram presença no congresso. Estarão conosco a Edições CNBB, Editora Ave-Maria, Editora Santuário, Editora Vozes, Paulinas Editora e Paulus Editora. A Rede Lumen de Catequese, parceira do Catequistas Brasil, também estará presente com os seus membros.
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CATEQUISTAS BRASIL 2024
A 5ª edição do Catequistas Brasil será de 2 a 4 de fevereiro de 2024, no Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho de Almeida, em Aparecida (SP), no Santuário Nacional.
Faça a sua inscrição clicando aqui e garanta a sua vaga! Venha participar desse grande evento que reúne catequistas do país inteiro.
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A ‘vaquinha’ busca arrecadar dinheiro para as despesas do grupo referentes ao congresso Catequistas Brasil, saiba como ajudar
Um grupo de catequistas de diversas localidades do país, que planejam estar no Catequistas Brasil 2024, evento que acontecerá de 2 a 4 de fevereiro, no Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho de Almeida, no Santuário Nacional de Aparecida (SP), foi afetado por um golpe de uma agência de viagem que realizava os serviços.
O congresso Catequistas Brasil não está vinculado a nenhuma agência de viagens e, infelizmente, o grupo foi afetado em questões como passagens aéreas, traslados e hospedagens.
A partir de reuniões, o grupo decidiu criar, de forma online, uma ‘vaquinha’ solidária, para ajudar nas despesas e custos da viagem. Influencers, cantores, padres e religiosos aderiram à campanha e ajudaram a divulgar a ‘vaquinha’ solidária.
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GRUPO DE CATEQUISTAS
Este grupo é composto por catequistas de vários estados brasileiros, como Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Paraíba, Ceará, Pará, Pernambuco, São Paulo, Paraná e a capital do Brasil, Distrito Federal.
Segundo representantes do grupo, são 166 catequistas que o compõe. Estão confiantes em conseguir, com a ajuda e solidariedade de várias pessoas nesta ‘vaquinha’, um valor que minimize os efeitos do golpe.
Para o grupo, a ajuda é muito importante para que todos possam estar presentes no congresso Catequistas Brasil, partilhando das experiências e vivenciando os momentos de formação.
O grupo agradece às pessoas que doaram e se solidarizaram com a situação.
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VAQUINHA ONLINE
Para contribuir com a ‘vaquinha’ solidária, basta acessar clicar aqui ou acessar o link https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-nossos-catequistas.
Toda ajuda é muito importante! Vamos contribuir com os irmãos e irmãs catequistas que foram afetados por essa situação. Qualquer quantia é bem-vinda e será revertida para esse grupo com as despesas.
Para entender o ocorrido e compartilhar com mais pessoas, a equipe Catequistas Brasil preparou um vídeo nas redes sociais. Clique aqui e confira!
Compartilhe com os seus grupos e pessoas próximas, para formar uma corrente do bem.
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Celebrar o chamado e a missão de nossos catequistas
Todos os anos, no quarto domingo do mês de agosto, a Igreja nos convida a celebrar o chamado, a vocação e a missão de todos os catequistas. Celebrar, significa tornar célebre, valorizar momentos importantes da vida. E dado a importância de nossos catequistas que é imensa, nos reunimos para celebrar e agradecer aos que generosamente respondem sim ao chamado que Deus os faz, de transmitir a fé, testemunhando a ação de Deus em suas vidas.
ANTIQUUM MINISTERIUM
Aos poucos vamos redescobrindo a importância desse serviço na Igreja, e vamos passando a valorizar e a zelar pelos que descobrem e são chamados a esse ministério. Sim, um ministério reconhecido e agora “instituído” oficialmente pelo nosso querido Papa Francisco. Através da Carta Apostólica sob forma de Motu Proprio Antiquum Ministerium, o Papa Francisco institui o ministério de catequista, resgatando antiga prática da Igreja, perdida ao longo dos séculos.
Um trabalho iniciado pelo Concílio Ecumênico Vaticano II, que agora vai se tornando realidade. Já o saudoso Papa São Paulo VI, ao publicar a Carta Apostólica em Ministeria Quaedam, que estabelecia dois ministérios instituídos para a Igreja, o leitorato e o acolitato, nos indicava a possibilidade e o desejo de recuperar e instituir o ministério de catequista ao dizer:
“Além destes ministérios comuns a toda a Igreja Latina, nada impede que as Conferências Episcopais peçam outros à Sé Apostólica, se, por motivos particulares, julgarem a sua instituição necessária ou muito útil na sua região. Tais são, por exemplo, as funções […] de Catequista” (Trecho da Carta Apostólica Ministeria Quaedam, Papa Paulo VI, 15 de agosto de 1972).
Era o desejo de valorizar e incentivar o protagonismo de todos os fiéis batizados.
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40 ANOS DE ‘CATEQUESE RENOVADA’
Porém, as mudanças pedidas pelo Concílio eram enormes e exigiam mudança de mentalidade e maturidade. Anos depois, com o esforço e a preparação de terreno de muitos que nos precederam, hoje encontramos um terreno fértil para que esse ministério se torne realidade.
Não podemos deixar de citar, a importância que o Documento da CNBB n. 26, “Catequese Renovada”, teve. Esse ano celebramos 40 anos de sua publicação e colhemos os inúmeros frutos de sua aplicação nas inúmeras comunidades espalhadas pelo Brasil. Sem dúvida, esse documento somado a muitos outros esforços, abriu caminho para podemos hoje falar de Iniciação à Vida Cristã e de ministério instituído de catequistas.
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Por isso, temos muitos motivos para celebrar o chamado e a missão, para bendizer e agradecer a Deus. São mais de 120 mil catequistas que testemunham e transmitem a fé professada pela Igreja em nosso Brasil. Que o bom Deus os fortaleça e os sustente na missão e no seu santo serviço. Contem sempre com minhas orações, apoio e gratidão.
Padre Thiago Faccini Paro – Diretor comercial da Edições CNBB, ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Mestre em Teologia e especialista em Liturgia, Ciência e Cultura pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). Especialista em Espaço Litúrgico pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RS). Autor de vários livros ligados à Catequese, como a coleção “O Caminho”.
Inspiração Vocacional na Catequese
A vocação de ser catequista nos revela que não devemos simplesmente indicar o caminho, mas seguirmos juntos nesse caminho. Os catequizandos estão na caminhada em busca dos sacramentos da iniciação da vida cristã, enquanto todos nós estamos no caminho da santidade, e é nesse sentido que a comunhão entre catequista, catequizandos e comunidade, se revela essencial. Nesse mês de agosto, mês vocacional dentro do 3º Ano Vocacional, é importante refletirmos sobre o papel do catequista enquanto promotor da inspiração vocacional.
O catequista, assumindo a vocação de educador da fé, deve conduzir seus catequizandos ao reconhecimento de suas próprias vocações, apresentando-os a comunidade paroquial e garantindo-lhes uma boa acolhida. A vivência da vocação não deve ser compreendida como mais um compromisso a ser assumido, mas sim como o compromisso a partir do qual todas as demais tarefas cotidianas são inspiradas. Por isso, é importante que o catequizando acolha com sinceridade as responsabilidades assumidas perante a comunidade, de forma que o serviço lhe convenha como inspiração de fé. Sempre que falarmos em vocação, lembremos que o serviço e as boas obras são fundamentais para salvação, pois toda árvore que não der fruto bom será cortada e jogada no fogo[1].
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Nas palavras do Santo Papa João Paulo II: Deus confiou-vos a peculiar missão de conduzir a juventude no caminho da santidade. Sede para eles exemplo de uma generosa fidelidade a Cristo. Encorajai-os a não hesitar em “fazerem-se ao largo”, respondendo sem delongas ao convite do Senhor. Ele chama, alguns à vida familiar, outros à vida consagrada ou ao ministério sacerdotal. Ajudai-os a saber discernir o seu caminho e a passarem a ser amigos verdadeiros de Cristo e seus autênticos discípulos. Quando os adultos, que têm fé, sabem, com as suas palavras e o seu exemplo, tornar visível o rosto de Cristo, os jovens prontificam-se mais facilmente a acolher a sua mensagem exigente, marcada pelo mistério da Cruz.
Com essas palavras, podemos estabelecer os três pilares da inspiração vocacional na catequese: amor ao serviço, acolhimento da comunidade e encorajamento do catequista. O amor, como sabemos, é o maior mandamento da vida cristã[2] e, por isso, deve estar presente em todo encontro de catequese, com o exemplo do catequista que exerce a sua própria vocação com muito amor. O acolhimento da comunidade é importante para que a vocação do catequizando não sufoque como sementes que caíram entre os espinhos[3]. Infelizmente, nem todos que participam da comunidade estão dispostos ao acolhimento. Então, caro catequista, esforce-se para estar presente nos primeiros momentos de participação do catequizando nas pastorais, sendo – mais do que inspiração vocacional – um protetor daquele impulso de fé, o que se reflete no último pilar, de encorajamento.
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Que nossa vocação de catequistas seja exemplo e inspiração para a vocação daqueles que nos acompanham. Que o Espírito Santo seja nosso guia e a Virgem Maria nossa benfeitora, de modo que ao nos despedirmos de cada turma possamos dizer-lhes: “pois eu vos dei o exemplo, para que façais como eu fiz”[4], se ainda não na santidade, ao menos na vocação. Quem assim seja!
Luís Gustavo Conde – Catequista na Catedral Metropolitana de São Sebastião, na Arquidiocese de Ribeirão Preto (SP), atuando na evangelização de jovens e adultos. Autor de artigos para o Portal de Formação da Canção Nova e articulista da Revista Paróquias. Advogado e professor de cursos técnicos profissionalizantes. Marido da Patrícia e pai do Oliver.
CITAÇÕES DO TEXTO BÍBLICO
[1] (Mt 7, 19); [2] (Mt 22, 34-40); [3] (Mt 13, 7); [4] (Jo 13, 15).
REFERÊNCIAS
BÍBLIA DE APARECIDA. Bíblia online da Editora Santuário.
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. In textos fundamentais. Arquivo do Vaticano.
JOÃO PAULO II. Mensagem para o 42º Dia Mundial de Orações pelas Vocações 2005. Castelo Gandolfo, 11 ago. 2004.
Igreja Doméstica: a catequese do dia a dia
O princípio da nossa Igreja, como sabemos, foi dado em casa, nas residências dos primeiros seguidores. Devido às perseguições dos primeiros cristãos, o culto e a catequese aconteciam “escondidos” nesses locais. A Igreja era familiar, era doméstica, e acontecia no dia a dia dos lares.
Com o desenvolvimento e crescimento da Igreja e suas conquistas, os templos e toda organização hierárquica que conhecemos foi constituída. Contudo, a família parou de celebrar em seu lar o que era primordial: a oração, a fração do pão, a partilha e a leitura da Palavra.
O QUE DIZEM OS DOCUMENTOS DA IGREJA?
Com a preocupação dos padres e poderes religiosos, a Igreja volta-se às famílias para que regressem ao amor primeiro e pede para que a fé habite primeiro nos lares, que os pais sejam os primeiros educadores da fé, fazendo assim da família e do lar uma Igreja Doméstica.
Termo usado no Concílio Vaticano II, quando os padres conciliares redigiram a Constituição Dogmática Lumen Gentium: “Na família, como numa Igreja Doméstica, devem os pais, pela palavra e pelo exemplo, ser para os filhos os primeiros arautos da fé e favorecer a vocação própria de cada um, especialmente a vocação sagrada” (LG, n. 11).
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Catequistas: mestres, discípulos e mistagogos da fé
É a família o “patrimônio da humanidade” (LG, n. 11). É na família que nós cristãos devemos aprender o início de nossa educação na fé, as primeiras orações, o amor à Palavra de Deus e a caridade. Os pais ou responsáveis devem ser os primeiros a dar o exemplo e incentivar as crianças e jovens a prática da fé.
A família é o berço de onde provém a educação social, moral, civil e religiosa. É no cotidiano que se formam bons cidadãos e bons cristãos. É pela Igreja Doméstica que a sociedade se transforma e se forma para um mundo melhor. Como nos diz a Constituição Pastoral Gaudium et Spes: “Desta maneira, a família constitui o fundamento da sociedade” (GS, n. 52).
AMORIS LAETITIA
O Papa Francisco, em uma mensagem no ano de 2021 sobre a Exortação Apostólica Pós-sinodal Amoris Laetitia, nos disse:
“A família é ‘Igreja Doméstica’, lugar onde a presença sacramental de Cristo atua entre os cônjuges e entre os pais e os filhos. Nesse sentido, ‘o amor vivido em família é uma força permanente para a vida da Igreja’, constantemente enriquecida pela vida de todas as Igrejas Domésticas. Portanto, em virtude do Sacramento do Matrimônio, toda a família se torna, para todos os efeitos, um bem para a Igreja” (Mensagem para o Fórum “Em que ponto estamos com a Amoris Laetitia? Estratégias para a aplicação da exortação apostólica do Papa Francisco” do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida – 9 a 12 de junho de 2021).
Quem não se lembra de uma música que a avó cantava, um rádio ligado na hora do terço, a TV ligada bem cedo para participar de uma Missa, além das orações e novenas em casa, na época de Natal ou por alguma ocasião. Bandeiras do Divino, procissões, práticas quaresmais como o jejum e a penitência, encontros bíblicos. Todos esses momentos são símbolos de fé e práticas cristãs que devem e precisam ser ensinadas e alimentadas na Igreja Doméstica.
O jovem e a criança que chegam à catequese devem carregar muitos ensinamentos vindos das experiências e práticas da Igreja Doméstica da qual participa. Aos catequistas fica a missão de orientar na fé, enamorar o catequizando pela Igreja e por Jesus, dar os ensinamentos mais profundos bíblicos e da fé.
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CATEQUESE E IGREJA DOMÉSTICA
Cabe à catequese auxiliar os pais nesse desenvolvimento da Igreja Doméstica, mostrando caminhos e meios para que possam ser verdadeiros educadores da fé. Momentos de oração familiar, roteiros celebrativos, dinâmicas, altares e orações diárias, vão edificar a Igreja Doméstica e fazer deles uma boa família.
No dia a dia, da oração inicial do dia, das orações antes das refeições, até a leitura de trechos bíblicos à noite, montagem de altares com a imagem de Nossa Senhora, de Jesus, dos santos, vão construindo bons momentos para a família.
Nós, catequistas, ajudemos, com empenho, a formar crianças e jovens de fé que tenham a consciência da importância da oração familiar. Ajudemos as famílias a se edificarem nesse processo de se tornar uma grande Igreja Doméstica. Não desanimemos nesse processo.
Precisamos estar atentos em disseminar o amor de Deus nos lares, como nos diz o Papa Francisco, cooperando “de forma fecunda no cuidado e na proteção das ‘Igrejas Domésticas’” que irão “construir as famílias do amanhã”.
Douglas dos Santos Reis Rocha – Formado em Publicidade e Propaganda pela Universidade Anhanguera de Taubaté (SP), em Filosofia pela Universidade Salesiana de Lorena (SP) e pós-graduado em Marketing e Negócios pela UNIFATEA. Catequista e leigo engajado em pastorais.