Prepare-se bem para evangelizar melhor na catequese

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Prepare-se bem para evangelizar melhor com a perspectiva de uma catequese viva e eficaz

Todo e qualquer agente pastoral, sobretudo os catequistas, não podem cair na tentação de achar que todo ano é a mesma coisa. Muito menos subestimar a capacidade dos catequizandos. É imprescindível o exercício da reciclagem dos conteúdos, a revisão das dinâmicas e a reorganização do cronograma anual.

 

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Sabemos da necessidade de amadurecer e alargar os horizontes em relação à concepção atual da catequese e assim promover uma evangelização sólida por meio da iniciação cristã. Esse alargamento de horizontes acontece quando alimentamos a nossa fé, revemos as estruturas e renovamos as lideranças. Por isso a importância de uma boa preparação no início de cada etapa. Vale ressaltar que “os instrumentos de trabalho não podem ser verdadeiramente eficazes se não forem utilizados por catequistas bem formados. Portanto, a adequada formação dos catequistas não pode ser descuidada em favor da atualização dos textos e de uma melhor organização da catequese” .

Na perspectiva de “preparar bem o terreno” para os trabalhos de um ano que se inicia. Faz-se necessário elaborar alguns encontros com os catequistas para avaliar o que já se tem e reelaborar o roteiro formativo catequético para o ano todo. Este processo sempre exigirá formação, debates de conteúdos da atualidade, visão da realidade que circunda o ambiente paroquial e ainda uma avaliação dos métodos utilizados nos anos anteriores. Sempre tendo presente o compromisso para com a catequese em família e a educação cristã dos pequeninos.

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Inspiração Evangélica

Sabemos que cuidar é evangelizar. Desta maneira, toda a preparação, reciclagem e formação já são sinais de um compromisso de evangelização. O serviço catequético começa com a experiência de fé de cada catequista e se aprofunda no testemunho vivencial do mesmo.

Portanto, “inspirando-se continuamente na pedagogia da fé, o catequista configura o seu serviço como qualificado caminho educativo. Sendo assim, de um lado ajuda a pessoa a se abrir à dimensão religiosa da vida, e, por outro lado, propõe o Evangelho a essa mesma pessoa, de tal maneira que ele penetre e transforme os processos de inteligência, de consciência, de liberdade e de ação, de modo a fazer da existência um dom de si a exemplo de Jesus Cristo” .

A pedagogia de Jesus

Evidentemente se seguirmos a pedagogia de Jesus não erraremos, pois, para além de todos os planejamentos e métodos, não se pode perder de vista que o verdadeiro Mestre, aquele que nos inspira a servir sempre mais, é o próprio Cristo e nele devemos enraizar a nossa experiência, pois é preciso conhecer bem e caminhar com aquele que anunciamos. “Jesus cuidou atentamente da formação dos discípulos que enviou em missão.

Propôs-se a eles como único Mestre. Ao mesmo tempo, é amigo paciente e fiel, exerceu um real ensinamento mediante toda a sua vida, estimulando-os com oportunas perguntas, explicou-lhes de maneira aprofundada aquilo que anunciava à multidão, introduziu-os na oração, mandou-os fazer um tirocínio missionário, primeiro prometeu e depois enviou o Espírito de seu Pai, para que os guiasse à verdade na sua totalidade, e os amparou nos inevitáveis momentos difíceis. Jesus Cristo é o ‘Mestre que revela Deus aos homens e revela o homem a si mesmo; o Mestre que salva, santifica e guia, que está vivo, fala, desperta, comove, corrige, julga, perdoa e marcha todos os dias conosco, pelos caminhos da história; o Mestre que vem e que há de vir na glória’” .

Plano Fundamentado

Este sempre deverá ser o sentido e o motivo pelo qual nos esforçamos para promover uma boa catequese, o anúncio da pessoa de Jesus. As dioceses, paróquias e comunidades devem estar em sintonia em relação ao planejamento catequético proposto para que todos caminhem na mesma direção e ninguém se perca ao longo do caminho por desmotivação ou falta de formação.

O compromisso para a evangelização deve abranger a Igreja como um todo e em seu aspecto formativo da iniciação cristã “a pastoral catequética diocesana deve dar absoluta prioridade à formação dos catequistas leigos. Juntamente com este objetivo e como elemento realmente decisivo, dever-se-á prestar atenção à formação catequética dos presbíteros, tanto nos planos de estudo da formação seminarista quanto no período da formação permanente”.

Os esforços para bem preparar um ano pastoral, sobretudo, no que tange à realidade da catequese, nunca são em vão. Eles qualificam os trabalhos das lideranças e geram nos catequistas uma segurança diante dos atuais desafios. Vale enfatizar que a primeira formação deve ser aquela experiência que cada cristão engajado traz dentro de si. Ou seja, sua vida, sua espiritualidade, sua vivência sacramental e seu testemunho batismal.

Portanto, não se esqueça da ação do Espírito que concede através dos seus dons uma sabedoria singular para discernir os ensinamentos e que o íntimo da espiritualidade do catequista seja habitado pela paciência e pela confiança de que é o próprio Deus quem faz nascer, crescer e frutificar a semente da Palavra de Deus anunciada, semeada em terra boa e lavrada com amor .

Seguem algumas sugestões de orientações e planejamentos dos primeiros passos para a retomada da catequese no inicio deste ano:
  1. Cabe ao sacerdote responsável, dispensar uma atenção pessoal e espiritual aos catequistas e ao grupo de catequistas enquanto tal. Promovendo um momento de espiritualidade (retiro) com os catequistas ressaltando sobre a importância do serviço, da formação permanente e da missão de cada catequista para a Igreja;
  2. Realize uma reunião com todos os catequistas para avaliar a catequese num contexto geral: família, número de catequizandos e turmas, material didático, desafios dos trabalhos e elaboração do cronograma anual;
  3. Reúna com os pais dos catequizandos antes de começar todos os trabalhos, para reforçar o compromisso da catequese em família e discutir a programação do ano;
  4. Prepare os primeiros encontros favorecendo o entrosamento do grupo com dinâmicas e partilhas espontâneas sobre o que esperam deste novo ano;
  5. Evidencie aos catequizandos traços do caminho a ser concretizado durante o ano presente, dando flexibilidade ao processo formativo e suscitando uma catequese sempre mais participativa;
  6. Elabore uma reunião geral com os catequistas no fim de cada semestre para avaliar se o caminho proposto no início do ano está sendo efetivado e se há algum desafio a ser superado.

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Deixe-se orientar!

Servir é um dom e um ensinamento que o próprio Cristo nos transmitiu. É preciso deixar-se orientar pela ação do Espírito. Se colocar sempre à disposição da providência de Deus que nos envia a servir em tantos lugares, a tantas pessoas, paróquias, comunidades e dioceses. Contudo, a Igreja, que tem a responsabilidade de catequizar aqueles que creem, invoca o Espírito do Pai e do Filho. Suplica-lhes que faça frutificar e fortalecer interiormente todos aqueles trabalhos que, em todas as partes, se realizam em favor do crescimento da fé e da sequela de Jesus Cristo Salvador” . Caminhemos na certeza de que aquele que nos enviou sempre estará a nossa frente.

 

Peregrinação Paulo Gil

 

Pe. José Ronaldo de Castro Gouvêa, SCJ é Vigário no Santuário São Judas Tadeu em São Paulo/ SP. Assessor de Comunicação da Região Episcopal Ipiranga da Arquidiocese de São Paulo.
Contato: zedehon@yahoo.com.br
Fonte: Revista Paróquias
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Mostrando 3 comentários
  • Kátia Maria. Silva da Rocha
    Responder

    Muito interessante amei a proposta de uma evangelização com amor mas com qualidade

    • Jornalismo
      Responder

      Que bom que gostou! A evangelização deve ser assim. Esperamos por você no Catequistas Brasil para aprendermos mais!

  • Cícero JoséMuito
    Responder

    Muito boa todas as orientações!

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