História do incenso: como surgiu e por que é utilizado nas Missas?

por Redação
História do incenso: como surgiu e por que é utilizado nas Missas?

Saiba o real motivo pelo qual o incenso é utilizado na liturgia

A Missa é composta por duas partes: a Liturgia da Palavra e a Liturgia Eucarística, que são complementares uma à outra e formam um ato único de culto que não se pode separar. Cada um dos seus momentos tem o desígnio de aprofundar-nos em nossa fé. É necessário conhecer os santos sinais para viver plenamente a Missa e apreciar toda a sua beleza. Entre os elementos está o incenso, que é a manifestação da oração por meio do olfato (perfume) e da visão (fumaça), que deixa o incensório e sobe aos céus, representando nossa aspiração de também alcançar o Reino de Deus.

 

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A representação que o incenso insere no rito litúrgico se origina dos textos bíblicos. As palavras são o combustível mais comum das orações, embora, por vezes, sejam necessários o silêncio e a oração contemplativa. Na Santa Missa, a visão turva e o perfume que resultam do uso do incenso substituem as palavras como elementos da oração. No livro de Apocalipse, após o rompimento do sétimo selo, “fez-se no céu um silêncio de meia hora” (Ap 8, 1). Em seguida, os anjos oferecem o incenso junto com as orações dos santos, utilizando um turíbulo (incensário) com “grande quantidade de incenso” (Ap 8, 3). E assim como nosso desejo de elevar nossas preces a Deus, “da mão do anjo subia até Deus a fumaça com as orações dos santos” (Ap 8, 4).

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Que o incenso eleve nossas preces e alma aos céus

Como o incenso está ligado diretamente à elevação das orações, o Rei Davi pediu em suas preces “que minha oração suba à tua presença como incenso” (Sl 141/140). Na explicação do Papa João Paulo II: “O aumento de nuvens de incenso expressa com grande poder evocativo o anseio do espírito humano de se dirigir aos autos para superar a angústia diária, para reconhecer o significado da vida e se reunir com Deus”.

Atentos aos ritos litúrgicos, que possamos imergir na sagrada celebração, não só para que surjam as palavras e que sejam recitadas com fervor, mas também para que saibamos silenciar nossos corações e permitir que o incenso eleve nossas preces e nossa alma aos céus. Que assim seja.

Por Luis Gustavo Conde

Com informações de Canção Nova

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