Dicas para tornar a catequese atraente e frutuosa

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A catequese tem por missão acolher com amor e afeto os catequizandos, para isso precisa ser atraente tornando-se frutuosa

A principal missão da Igreja é a evangelização. E o mandato missionário de Cristo é claro: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura!” (Mc 16,15). Por isso, a Igreja, por meio de suas pastorais e movimentos, procura meios adequados para cumprir essa ordem de Cristo no vasto campo da evangelização. Uma das maneiras de evangelizar é por meio da catequese.

 

Catequistas Brasil 2020 – desktop

 

A sociedade contemporânea passa por profundas e sérias mudanças. Os novos paradigmas afetam nossas crianças e adolescentes e isso tem influência direta no processo catequético. Como transmitir a fé em um mundo que prioriza o supérfluo em detrimento do essencial? Como atrair a atenção das crianças e adolescentes para a catequese? Como fazê-los entender a importância de formar uma identidade alicerçada em valores evangélicos? Respostas a essas questões, infelizmente, não são fáceis de serem dadas e, mesmo que as tenhamos teoricamente, a prática se apresenta como uma realidade muito mais complexa.

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Busque novos meios para a evangelização

Nesse contexto, é preciso buscar novos meios para que a evangelização, de fato, aconteça. A reflexão de muitas pessoas especializadas sugere que uma catequese que favoreça a iniciação à vida cristã com inspiração catecumenal seja o caminho para a superação dos desafios atuais, principalmente o de uma catequese apenas doutrinal, que visaria somente à recepção dos sacramentos e não a um engajamento na vida eclesial. A catequese com inspiração catecumenal possui um aspecto mais vivencial que, a nosso ver, produz mais frutos na vida da pessoa e oferece-lhe maiores possibilidades de uma caminhada cristã madura e consciente.

Assim, a CNBB ressalta que “no processo de iniciação cristã é preciso, portanto, dar grande valor à relação interpessoal, no seio de uma comunidade eclesial. As pessoas não buscam em primeiro lugar as doutrinas, mas o encontro pessoal, o relacionamento solidário e fraterno, a acolhida, vivência implícita do próprio Evangelho” (DGAE, doc. 94, n.89). Desse modo, a fim de contribuir com uma verdadeira evangelização de crianças e adolescentes, a catequese deve ser de acolhida e pensar atitudes de acolhida para todos os envolvidos no processo catequético – catequizandos, catequistas, pais e toda a comunidade paroquial. É conveniente que essas ações sejam elaboradas em conjunto com padres, coordenadores, catequistas e pais e contemplem atividades para todo o ano catequético, não somente para o início do ano.

Passos para uma catequese atraente e frutuosa

Destacamos aqui alguns pontos que consideramos essenciais para um bom trabalho catequético na paróquia:
  1. Acolha, com amor e afeto, os catequizandos e seus pais ou responsáveis desde o momento em que se apresentam para fazer a inscrição, proporcionando-lhes um ambiente agradável e alegre;
  2. Inicie os trabalhos da catequese com uma celebração de acolhida para os catequizandos, pais e catequistas. Pode ser uma missa com toda a comunidade paroquial ou um encontro com todas as turmas (ou mesmo em cada turma), no qual o catequista promova o acolhimento e interação entre os participantes e não seja somente uma reunião para “passar recados”. Pode-se, também, realizar uma confraternização ao final;
  3. Outras atividades como essas, que favoreçam a interação e o convívio entre os catequizandos, catequistas, pais e comunidade, podem se repetir durante o ano: gincanas; celebrações do dia das mães, dia dos pais, dia das crianças; envolvimento nas atividades da paróquia, tais como festa do padroeiro, Corpus Christi, e outros momentos em que o catequizando e suas famílias sintam que fazem parte de uma comunidade e que são acolhidos por ela;
  4. Realize encontros de formação (e não apenas de informações) para os pais durante o ano, com temas que os façam também viver e reavivar sua fé em Cristo. “Não se pode imaginar uma catequese com jovens, adolescentes e crianças sem um trabalho específico com os pais” (DNC, n. 188);
  5. Valorize as dúvidas e questionamentos que surgirem durante o encontro catequético;
  6. Procure conhecer a realidade (familiar, escolar, social) de cada catequizando, demonstrando interesse em ajudá-lo a superar seus desafios;
  7. Se possível, ofereça um acompanhamento personalizado aos que precisam de maior atenção, pois muitas vezes, o catequizando tem vergonha de expor suas dúvidas diante dos outros ou se expõe exageradamente, o que acaba prejudicando o andamento do encontro;
  8. Trate com seriedade a questão da assiduidade dos catequizandos nos encontros catequéticos. Isso faz com que os catequizandos, e até os pais, passem a dar maior valor à catequese;
  9. Priorize as reuniões e formações com os catequistas, as quais devem incluir temáticas relacionadas também à formação pessoal e não apenas à doutrinal;
  10. Promova momentos de confraternização e de espiritualidade em que o catequista sinta-se acolhido e valorizado pela comunidade.
  11. É preciso valorizar os catequistas
A evangelização precisa do catequista!

Para que a catequese possa ser realmente evangelizadora, precisamos destacar ainda o papel dos catequistas. “São milhares de mulheres, homens, jovens, anciãos e até adolescentes que descobrem, na experiência de fé e na inserção na comunidade, a vocação de catequista. Exercem essa missão com esmero, com doação e amor à Igreja” (DNC, n. 242). Eles são anunciadores da Palavra de Deus, porta-vozes da experiência transformadora realizada na vida daquele que se encontra com Jesus Cristo.

Quão bela é a vocação do catequista! Quão importante é a sua missão! Quantas pessoas conhecem Jesus Cristo e a Igreja de forma mais profunda por meio de nossos catequistas. Sabemos que eles têm seus limites, seus problemas familiares, incompreensões e que, às vezes, isso acaba afetando seu trabalho na catequese. No entanto, continuam firmes, perseverantes e dando testemunho de fé na Igreja.

Caros irmãos e irmãs, padres e catequistas, estruturemos a nossa caminhada catequética paroquial de forma que Jesus Cristo se torne a cada dia mais conhecido, amado e seguido.

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Peregrinação Paulo Gil

 

Pe. Sandro Ferreira é Mestre em Teologia pela PUCPR e Pároco na Paróquia Santo Antônio de Pádua em Maringá/PR.
Fonte: Revista Paróquias
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