Catequista, não desista!

por Redação
Catequista, não desista!

Quando chega o final do ano, o catequista pensa em desistir. É sempre assim…

“Não quero mais, não posso, não terei tempo, vai ser difícil”. É fácil desistir, afinal de contas para que continuar tentando mudar o mundo? Para que continuar levando aos jovens e crianças uma mensagem diferente? É muito mais cômodo que eu não insista nessas “coisas de Deus”.

 

Diretório Catequese

 

É muito fácil desistir das coisas de Deus. Difícil é aceitar o seu convite de ser catequista e seguir um caminho cheio de desafios e obstáculos que se apresentam quando optamos pelo seu chamado.“Desisto, não quero mais, não posso, não vou conseguir”, é o que mais eu ouço nesta época do ano. É a faculdade, o trabalho, o curso de inglês, a família, o marido, o namorado, a vida, é isso ou aquilo; tudo é motivo para desistir.

Tem catequista que ama a catequese, mas na primeira dificuldade que aparece, desiste. Desistir é simples, passar a responsabilidade para outros é mais simples ainda. Mais fácil ainda é ser cristão em meio a cristãos. Vejo centenas de pessoas sendo bons cristãos em meio a Grupos de Oração, no Encontro de Casais com Cristo ou em qualquer outro movimento católico. Complicado e desafiante é ser cristão em meio a pessoas que não estão nem aí para a religião e que nos puxam para o outro lado.

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Desistir é fácil, mas persista !

Desista, é fácil desistir, diga Não à catequese, passe a bola para outra pessoa. Você está cheio de compromissos pessoais que ninguém mais tem, só você. Desista de mudar o mundo e de mostrar o caminho de Deus, vá diante e diga “eu não quero continuar, outra pessoa o fará no meu lugar”. Seja fraco, como muitos são, e se entregue para este mundo consumista e materialista em que vivemos. Entregue-se para a competição, a busca de status, o vazio existencial e para as coisas efêmeras. É muito fácil dizer “não” para a catequese e para a missão que nos é confiada.

Desista, jogue no ralo a oportunidade de ver rostinhos sedentos das coisas divinas, de vê-los sorrindo, rezando, querendo aprender a fazer as coisas de outro modo, com ética, respeito, coragem, compromisso e amor. Desista, é fácil desistir. Portanto, será mais um que silencia e deixa que o mundo grite.

O que me assusta não é o grito dos violentos, mas o silêncio dos bons.

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Alberto Meneguzzi é Catequista em Caxias do Sul – RS. Formado Jornalista e Relações Públicas pela Universidade de Caxias do Sul.
Fonte: Revista Paróquias

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3 comentários

Maria Lígia Venâncio da Silva 10 de outubro de 2019 - 18:17

Eu amo ser catequista , e um desafio porque as famílias não colaboram acha que e só um diploma ,e some da igreja não frequentam as missas levam seus filhos e deixam como se fosse uma escola comum ,ser catequista e abraçar o que Deus nos ensina no seu evangelho ,eu amo que Deus nos abençoe

Resposta
Giacomo Iovino 10 de outubro de 2019 - 19:31

A catequese p crianças e adolescentes é necessário sim , porém mais importante ainda é a catequese para adultos e que em muitas paróquias é inexistente , a pergunta que paira no ar é: podemos ser catequista na família ou no mundo, podemos ser cristãos com uma catequese de crianças? E mais, até quando o clero na sua grande maioria não faz um trabalho de conscientização, para que haja catequese de adultos nas paróquias. Abraços e paz. ?

Resposta
Jornalismo 21 de outubro de 2019 - 15:15

Ótima obervação! Agradecemos por sua contribuição.

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