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Como trabalhar a sexualidade na catequese?

por Redação
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A sexualidade na catequese deve ser tratada com respeito e sempre voltada para o amor, como algo Divino

Entender a sexualidade e falar sobre ela na catequese não deve ser tratada apenas como dimensão biológica, mas, sobretudo como integração de todas as potencialidades humanas. É essencial que o catequista faça a seguinte pergunta para seus catequizandos:

  • Qual a diferença entre sexo e amor?
  • Por que as pessoas vão ter relação sexual dizem “vamos fazer amor”?
  • Toda relação sexual é também uma relação de amor?

É ideal que o Catequista proclame a seguinte palavra em seu encontro: 1 Cor 6, 13-20 – Vosso corpo é templo do espírito Santo que mora em vós.

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A sexualidade é uma pulsão vital que nos acompanha a vida toda. É energia, força dinâmica que não ocorre integralmente e de uma vez no ser humano. Indo muito além do genital (aqui chamamos biológico), a sexualidade se situa no centro da pessoa humana.

Ao assumir a condição humana, Jesus também assumiu a sexualidade. O Filho de Deus, que se fez homem, tinha sentimentos de amor, carinho, amizade, ira, solidariedade, etc. Na visão cristã, a sexualidade possui quatro níveis: sexo, Eros, filia e ágape. O sexo refere-se mais diretamente ao biológico da sexualidade; o Eros, ao psicológico (o desejo); a filia representa o amor interpessoal; e o ágape abre o amor humano a Deus, que é amor. Mais que “ter” sexualidade, somos sexualidade e afetividade.

Biologicamente não existe o neutro; existe o sexo masculino e o feminino. O homem produz milhões de espermatozoides em horas e tem a genitalidade externa. Já a mulher produz, mensalmente ao longo ao longo de alguns anos, um ou mais óvulos e tem a genitalidade interna.

Mas a sexualidade não atinge somente as faculdades corporais, ou seja, o biológico. Existe uma maneira masculina e uma feminina de pensar, imaginar, amar, agir, reagir; é o que se chama de desejo sexual. A menina sente desejo pelo menino, e o menino sente desejo pela menina; é o desejo heterossexual.

O erotismo

A dimensão psicológica do Eros, a esfera do erótico, é entendida como a área da atração, do desejo de posse. Por meio dessa dimensão é que entramos na área dos sentimentos. É o nível da beleza física, do charme, da elegância, do estético. Este é o campo da sensualidade, entendida em seu aspecto positivo, ou seja, o da irradiação da emoção sexual sobre todo o corpo. Na dimensão erótica, a linguagem mais comum é a da ternura, isto é, à vontade e a necessidade de dar e receber carinho. A sexualidade não permanece localizada nas zonas erógenas, mas envolve todo o corpo da pessoa.

O Eros degradado a puro sexo torna-se mercadoria, simplesmente uma coisa que de pode comprar e vender; antes, o homem ou a mulher tornam-se mercadoria. Passa-se a considerar o corpo e a sexualidade como partes meramente materiais de si mesmo para usar e explorar com proveito.

Degradação do corpo humano

Na verdade, encontramo-nos diante de uma degradação do corpo humano, que deixa de estar integrado no conjunto da liberdade da nossa existência, deixa de ser expressão viva da totalidade de nosso ser, relegando-se unicamente à sua dimensão biológica. A fé cristã sempre considerou o ser humano como uno, com duas dimensões inseparáveis. Nele, espírito e matéria se compenetram mutuamente. O Eros quer nos elevar em êxtase para o divino, conduzir-nos para além de nós próprios; por isso mesmo, porém, requer um caminho de ascese, renúncias e purificações.

Para descobrir o outro sexo, é necessário em primeiro lugar abrir-se a seu conhecimento, á sexualidade na dimensão filia. É um dever ético par ao adolescente e para o jovem conseguir um conhecimento adequado do sexo oposto, como também de seu próprio sexo.

A fase da adolescência

Embora já na infância a criança conviva com crianças de ambos os sexos, é somente durante a adolescência que o(a) menino(a) se “encontra” de verdade com o sexo oposto no plano vivencial ou emocional. Na fase juvenil, chega o dia em que se realiza um encontro totalmente novo com um você pessoal. O(a) jovem conhece uma (um) jovem que ocupa seu pensamento. Mas o que o(a) domina já não é o erotismo ou a emoção; é um sentimento novo: a necessidade de conhecer, de descobrir o mistério da pessoa amada e oferecer-lhe o melhor de si. Naturalmente, esses sentimentos deverão amadurecer em direção a um compromisso mais sério, culminando no matrimônio. Esse encontro definitivo pode também ser vivido em forma de virgindade consagrada ou de celibato integrado. São formas diferentes de realizar-se como pessoa em uma relação heterossexual.

A relação heterossexual deve ser uma linguagem de amor e, ao mesmo tempo, uma realização do amor humano. Ela não deve guiar-se unicamente pela força do impulso biológico, pois isso comprometerá a plena realização do amor humano.

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Como tratar a Homossexualidade?

De acordo com o Catecismo da Igreja católica, “a homossexualidade designa as relações entre homens e mulheres que sentem atração exclusiva ou predominante, por pessoa do mesmo sexo”. Trata-se, portanto, de um fenômeno moral e social.

Para avaliação moral da homossexualidade, a Igreja sempre entendeu que “o homem, imagem de Deus, foi criado homem e mulher (Gn 1,27). O homem e a mulher são iguais enquanto pessoas e complementares enquanto homem e mulher. A sexualidade, por um lado, faz parte da esfera biológica e, por outro, é elevada na criatura humana a um novo nível, o pessoal, onde corpo e espírito se unem”. Portanto, a tradição da Igreja sempre declarou que os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados. São contrários à lei natural. Impedem que ao to sexual se abra ao dom da vida.

Mesmo apresentando essa posição, a Igreja sempre declarou que as pessoas homossexuais “devem ser acolhidas com respeito, compaixão e delicadeza. Deve-se evitar, para com elas, qualquer atitude de injusta discriminação”. Como os demais cristãos, são chamados a viver a castidade. Se, decidem com assiduidade a compreender a natureza do chamado pessoal que Deus lhes dirige, estarão em condição de receber a graça do Senhor, que se oferece generosamente nos sacramentos apara ajudar no seguimento de Cristo.

A Igreja, ao mesmo tempo em que deixa claro não aceitar a vivência de práticas homossexuais, de maneira alguma menospreza as pessoas homossexuais, mas zela pela acolhida e mostra sua disposição em ajudar cada irmão e irmã de maneira verdadeira, clara e honesta, sempre com o olhar de misericórdia e amor.

Oração

Ler em silêncio o texto a seguir e colocar-se em atitude orante e silenciosa por alguns minutos.

O gesto e o corpo na liturgia

Durante as celebrações, os gestos externos de nosso corpo correspondem à atitude interior de fé e de oração. Expressamos nossos sentimentos de respeito, disponibilidade, humildade, adoração, espera confiante e receptividade com a postura de nosso corpo. A liturgia valoriza o corpo e os sentidos para celebrar o amor ágape e promover a comunicação com deus e com os irmãos.

Na dimensão horizontal, a liturgia prevê a formação da assembléia como povo de deus reunido, encontro de irmãos que se acolhem, se cumprimentam, se reconhecem e se ajudam. São pessoas que se reconhecem unidas em Cristo e capazes de vencer a discórdia pela ação do Espírito. Na celebração rezamos com as atitudes que ornam a pessoa: o sorriso, o carinho, a boa educação com que nos dirigimos a quem está ao nosso lado, ou mesmo o cuidado e atenção que dispensamos aos idosos. O abraço da paz sela o compromisso de toda assembléia.

Na dimensão vertical, o corpo humano ora, suplica, louva e agradece o criador: de pé (sinal de atenção e prontidão), sentado (atitude de escuta e acolhida), de joelhos (expressão de súplica e de humildade), em procissão (em peregrinação a casa do Pai). Assim, temos também os gestos com os braços e as mãos levantadas, ou unidas em prece, em posição de oferta ou estendidas. Com as mãos batemos no peito ou as lavamos, em sinal de reconhecimento dos pecados.

O corpo é o templo de Deus, morada do Espírito. De sua integridade brota o culto em espírito e em verdade, pois no coração humano se ergue o altar das boas obras de nosso trabalho. Sendo assim, esse é o louvor que realizamos nas várias horas do dia, a chamada liturgia da vida.

Com informações de Catequistas em Formação

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2 comentários

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