10 dicas para desenvolver nas crianças o interesse pela oração

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A importância dos momentos de espiritualidade e o interesse pela oração na formação religiosa

A oração é um momento especial na catequese, e precisa, antes de tudo, ser um instante de reflexão, encontro pessoal e de seriedade. O catequista tem a função de ser um mediador nesta descoberta. Explico: um mediador porque se supõe que na família de cada um a oração esteja sendo praticada e exercitada. Entretanto, como na prática nem sempre isso acontece, de “mediadores”, muitos catequistas passam a ser “iniciadores” da oração para muitos jovens e crianças.

 

Catequistas Brasil 2020 – desktop

 

Desse modo, para uma tarefa tão importante, é preciso achar a fórmula ideal, a técnica adequada para convencer. E não é tão complexo assim fazer com que crianças e jovens orem, não somente na catequese, mas coloquem a oração como parte de suas vidas. O catequista tem a função de esclarecer aos seus catequizandos e seus pais que rezar implica cumprir não apenas uma tarefa exigida pelo catequista ou pela Igreja, mas também para suas vidas.

Neste contexto, a oração inicia bem antes e pode ser perceptível na maneira como os jovens e as crianças são acolhidas quando chegam ao encontro. Um sorriso, um aperto de mão, um abraço, um “seja bem-vindo” já são trechos de uma linda oração. Acolher também é orar. Quando o catequista acolhe, olha nos olhos, conversa informalmente, dá a mão, abraça com carinho, a oração já está em pleno andamento. A catequese precisa resgatar esses pequenos, mas importantes valores gerando o interesse pela oração.

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Acolher é orar!

Não tocaremos corações, não indicaremos um caminho e não convenceremos ninguém a nada se nossas atitudes em relação aos pais, crianças, jovens e até mesmo aos outros colegas catequistas, não forem de acolhimento. Insisto nisso: acolher é orar. E como você acolhe? Em que momento você sorri para seus catequizandos? Quando você os observa mais de perto em suas feições, expressões e atitudes? Qual o seu contato mais próximo? Você se interessa por eles? Ouve, nos momentos informais, o que eles têm para lhe contar? Partilha o seu dia-a-dia?

Em muitas turmas de catequese, a oração sempre ocorre numa sala fechada, no início do encontro, de forma solene e automática, ou seja, em muitos casos, o catequista é quem manda e reza. Os demais apenas obedecem. Nesses moldes, a oração não é algo compartilhado, dividido e espontâneo. Assim, um momento que poderia ser rico em reflexões, passa a ser dividido com “risadinhas” fora de hora e com brincadeiras que tiram o seu verdadeiro objetivo. Rezar apenas para dizer que rezou, não tem validade e se torna apenas uma tarefa executada sem atingir o coração.

Oração na catequese não é tarefa que precisamos pedir como tema de casa, não é algo imposto pelo catequista na base do autoritarismo e não tem uma hora exata para acontecer. Dessa forma, o encontro de catequese em si já é uma oração e deve acontecer de forma natural, gradual e sistemática, sem atropelos e imposições.

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Confira 10 dicas para trabalhar o interesse pela oração:

  1. A leitura bíblica é um momento de oração. Faça desse instante, de contato com a Palavra de Deus, algo permanente nos seus encontros. Exercite o manuseio da Bíblia. Escolha passagens atraentes e explique o significado. Reflita junto, faça propósitos, tire lições. A leitura Orante é um momento enriquecedor.
  2. O acolhimento, a conversa informal e o sorriso são momentos de oração.
  3. Tire seus catequizandos da sala onde se realizam os encontros semanais, pelo menos por breves instantes. Vá até a igreja com eles, circule pelo templo, isso gera interesse pela oração.
  4. Leve-os até o sacrário e explique como é importante aquele lugar.
  5. Destaque a necessidade que todos têm de oração. Aproveite a ida à Igreja e esclareça o porquê de alguns gestos e ritos, como o sinal da cruz e a genuflexão.
  6. Ensine-os a rezar. Diga a eles que devem pedir, mas também agradecer. Faça com que lembrem de seus pais, familiares e amigos em suas orações.
  7. Deixe que eles se espalhem pela igreja e rezem de forma individual. Reze também, você com eles. A oração feita assim torna este momento mais solene, cheio de vida. Embora pareça algo individual, orar dessa maneira transforma o instante coletivo, na medida em que todos estão juntos no templo, com o mesmo objetivo, ou seja, a oração, um encontro pessoal com Deus.
  8. Faça com que seus catequizandos se cumprimentem ao chegar e se despeçam ao sair. Instrua-os a praticarem os pequenos gestos. Um aperto de mão, um abraço, demonstram o carinho e a educação que devem ter no trato uns com os outros. O exercício de pequenos gestos é oração das mais profundas.
  9. Não fuja do contato com os pais. Procure-os e, ao conversar com eles, enfatize a importância de também rezarem em casa, juntos, em algum momento do dia. Pode ser uma oração breve, mas estimule-os a rezar com os filhos e em família.
  10. Não são apenas os outros que precisam rezar. O catequista também precisa, e muito, encontrar momentos para a oração. Isso significa o fortalecimento da sua fé e do seu entusiasmo pela missão que lhe foi confiada. É fundamental que isso aconteça. Sem oração, a catequese se torna incompleta, sem rumo e sem objetivo concreto.

 

Peregrinação Paulo Gil

 

Alberto Meneguzzi: é catequista, jornalista e Relações Públicas.
Fonte: Revista Paróquias
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Mostrando 4 comentários
  • Sônia de Melo Faro
    Responder

    Mto boa as dicas, não só para nós pais, mais tbm para nós catequistas. Embora creia que como pessoas orantes, já consigamos ter profundo conhecimento real e espiritual no modo de despertar melhor a espiritualidade das nossas crianças, adolescentes ou até mesmo adultos, em relação a oração.

    • Fábio Castro
      Responder

      Obrigado Sônia. Convide seus colegas para acomopanhar.

  • Claudina
    Responder

    Gostei muito. Obrigada

  • Maria elisa Crepaldi
    Responder

    gostei muito obrigado

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