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Como o catequista se prepara para as polêmicas: Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021

por Redação
Como o catequista se prepara para as polêmicas: Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021
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É importante que o catequista tenha conhecimento das polêmicas e esteja preparado para lidar com os assuntos propostos

A missão evangelizadora do catequista apresenta tantos desafios quantos enfrentaram os apóstolos. Guiados pelos ensinamentos de Jesus Cristo, estaremos sempre prontos para direcionar nossos catequizandos ao caminho da santidade. As dúvidas apresentadas nos encontros são frequentes e importantes para o amadurecimento da fé. Por outro lado, levadas ao extremo e inflamadas por polêmicas, vez ou outra, as dúvidas podem ser mais uma forma de ataque do que de crescimento e aprendizado e podem influenciar de forma negativa os catequizandos. Esse é o cenário atual da Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2021. Alguns católicos, com o coração endurecido para a proposta do diálogo, utilizaram das redes sociais para levantar uma polêmica contra a campanha, que precisa ser esclarecida.

 

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Fraternidade, diálogo e união

A Campanha da Fraternidade de 2021 tem como proposta a fraternidade, o diálogo e a união, buscando ser luz para a polarização e a intolerância que são evidentes na sociedade atual. O tema é: “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” e o lema: “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade” (Ef. 2.14). Ocorre que a campanha se tornou indispensável por si só. Foram necessárias entrevistas, manifestações e até mesmo uma nota oficial da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), tudo na tentativa de orientar aqueles que se escandalizaram. A proposta de fraternidade, diálogo e união revelou sua importância ao despertar o egoísmo, a intolerância e a polarização. Mas, o que desencadeou essa polêmica?

O texto base, que orienta a Campanha da Fraternidade, é comumente elaborado pelo CNBB. Ocorre que em 2021, em razão da natureza ecumênica da campanha, o texto foi elaborado pelo Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC). Alguns trechos do documento incomodaram os católicos ultraconservadores. Mas, se a proposta é mesmo o diálogo, por que escandalizar-se com as diferenças? Sobre isso, a nota da presidência da CNBB a que me referi anteriormente diz assim: “Não se trata, portanto, de um texto ao estilo do que ocorreria caso fosse preparado pela comissão da CNBB, pois são duas compreensões distintas, ainda que em torno do mesmo ideal de servir a Jesus Cristo. O texto-base desse ano, por conseguinte, deve ser assim compreendido, como o foi nas Campanhas da Fraternidade levadas a efeito de modo ecumênico”.

Como lidar com as polêmicas? 

É importante que o catequista tenha conhecimento das polêmicas e esteja preparado para lidar com os assuntos propostos. Melhor ainda, é levar essas discussões para os encontros, preparando os catequizandos para lidar com o tema em outros ambientes. Prudência é a palavra-chave. Por isso, é importante ponderar as palavras e não fazer das respostas um contra-ataque. Polêmicas se alimentam da ausência do diálogo. Os lados estão fervorosos para falar e se esquecem de ouvir. Assim, o conhecimento, o embasamento e o bom-senso são o melhor caminho. Catequista, entenda a polêmica, ouça àqueles que a inflamam e esteja disposto ao esclarecimento. Essa fórmula serve para todo tipo de polêmica que possa surgir nos encontros.

A missão do catequista é de transmitir os ensinamentos de Jesus Cristo e a doutrina da Igreja. Tudo o que propaga o egoísmo, a intolerância e o ódio, vai pelo caminho oposto do amor ao próximo. Façamos, então, da Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2021 um ensinamento de diálogo e fraternidade, como é a proposta. Para alcançar um bom esclarecimento sobre o tema, o melhor é ler o texto-base e a nota da presidência da CNBB integralmente. É mais fácil ler um resumo, uma matéria publicada ou mesmo assistir um vídeo explicativo. Mas, como na brincadeira do “telefone sem fio”, para cada pessoa que a informação passa antes de chegar até você, um pouco do que é essencial se perde.

Leia mais:
Entendendo a Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2021

Permanente estudo e aprendizado

O catequista deve se dispor ao permanente estudo e aprendizado. Acompanhar os assuntos em pauta, as discussões e polêmicas, evitando situações desconfortáveis e despreparo diante dos questionamentos. A superficialidade não tem lugar, é preciso sempre se aprofundar no tema e buscar as informações na sua fonte primária. Devemos participar, sempre que possível, de cursos e encontros de formação, além de acessar com frequência os veículos de informação comprometidos com a doutrina cristã. Mesmo com todos esses cuidados, estaremos longe de conhecer de tudo o que a mensagem cristã pode nos oferecer, por isso, também é importante ter humildade. Se não souber a resposta, não responda. Peça um tempo, estude e se prepare. Que sejamos sempre instrumento de uma mensagem fiel aos ensinamentos de Jesus Cristo. Que assim seja!

Por Luís Gustavo Conde

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