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Como fazer para implantar a Iniciação à Vida Cristã em tempos de pandemia

por Redação
Como fazer para implantar a Iniciação à Vida Cristã em tempos de pandemia
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Para colocar a Iniciação à Vida Cristã em prática deve-se estudá-la, experimentá-la e também compreender que mudanças de paradigmas enfrentam muitas objeções

Na Live realizada no dia 08/06, pelas redes sociais das Edições CNBB, pudemos acompanhar, de forma próxima e objetiva, as maiores dificuldades com relação à Catequese que vivenciamos neste momento de mudança de época.

 

Diretório Catequese

 

Como fazer para implantar a Iniciação à Vida Cristã? Esta proposta que resultou de tantos estudos, indagações e planejamentos por uma equipe de pessoas engajadas e dedicadas à Catequese, e tão excessivamente sugerida como meta nos últimos Documentos orientativos da Igreja no Brasil e no mundo?

A resposta que pude extrair de Dom Peruzzo, Arcebispo de Curitiba e Presidente da Comissão para a Animação Bíblico Catequética da CNBB, foi a seguinte:

Para colocar a Iniciação à Vida Cristã em prática deve-se estudá-la, experimentá-la e também compreender que mudanças de paradigmas enfrentam muitas objeções. São os leigos que levam adiante o projeto da IVC, enfrentando as dificuldades nas paróquias e dioceses, sempre com caridade e perseverança. Não devemos esperar que todos aceitem para começar. Semeia-se agora e não desistimos até a concretização.

Realizar um projeto, lançar-se à frente, sabendo-se o que se quer. Existe o risco de floreios e desajustes no início, mas, depois que se mostra o amor de verdade, essa experiência é internalizada na comunidade. Devemos manter o compromisso, o sonho, o anseio, o encanto. Encantar-se com a causa evangelizadora significa também estudar, manter uma espiritualidade viva, realizar a Leitura Orante da Palavra de Deus, é deixar-se passar por uma mudança interior.

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Esta mudança precisa de um projeto, mas não é o projeto. Ela deve ser motivada pela paixão em apresentar a pessoa de Jesus, e envolver também as emoções. O catequista fala em nome da Igreja e da Comunidade, e deve buscar proporcionar o encontro pessoal do catecúmeno ou catequisando com Cristo. Este é o ensinamento para conhecer a Verdade de Jesus Cristo.

Como encantar os presbíteros pela IVC? Dom Peruzzo “confessou” que os padres “não são uma raça muito fácil”. E acrescentou que ao padre conquistamos pela amizade, sempre apresentando como proposta, e nunca perdendo a paciência.

Padre ouve outro padre. Procure que eles conversem entre si para que a adesão faça sentido para eles. A Iniciação à Vida Cristã não foi algo visto por eles nos seminários. O caminho para se chegar aos padres começa pela amizade.

Ninguém evangeliza sem afeto. Alguns irão ouvir, compreender, e sempre haverá quem não vai querer. Mas o que é do Espírito Santo de Deus segue avante! No início, Jesus e os apóstolos tiveram suas dificuldades: como fazer para que os discípulos compreendessem o Mistério de Deus encarnado, humilhado e ressuscitado? Não só através de um ensinamento doutrinal, mas principalmente na aproximação pessoal com o interlocutor.

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Aquilo que amamos estudamos! O encontro de catequese deve ser vivencial, pois apresenta uma relação com Jesus Cristo. A participação da família é essencial. Se delegarmos a IVC somente para catequese existe a chance de esmorecer. Não se trata apenas do comprometimento dos catequistas. “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura”. Para muitos a conversão não se chega por argumentos, mas pela experiência. É preciso envolver-se a comunidade, ela deve estar presente para ver o catecúmeno celebrar sua entrada na vida cristã e perceber o quanto Jesus impacta o coração do outro e suscita sadios questionamentos.

Os resultados virão, mesmo com resistências. Podemos ver entre Jesus e Paulo, que a fidelidade dos Apóstolos respondeu pela parte humana, mas é o dom do Espírito Santo que leva adiante o serviço catequético e evangelizador.

Quanto às famílias, Dom Peruzzo citou que é preciso cativar os pais! “Gastar vela boa com defunto ruim”, isto é, não discutir ou debater; ao invés, colocar-se ao lado. Deve-se ir à casa dos catequizandos para conversar, com o espírito desarmado. A positividade predispõe mente e coração para receber a boa semente. É preciso ir à casa, dialogar com sorriso, paciência, persistência, até quando eles sorrirem de volta para você catequista. E nunca se esqueça de orar pelos seus catequizandos e famílias.

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Dom Peruzzo citou, ainda, que parte do problema da resistência familiar está em que a própria igreja criou a mentalidade de que a catequese era para o sacramento e não para o discipulado. Por isso, um grande desafio que se apresenta é a instituição da figura do introdutor, que em alguns casos pode ser o próprio catequista ou o padrinho. Ele tem a função de quebrar esta distância entre Igreja e família. O introdutor deve ter interioridade, ter o gosto pela Palavra de Deus, compreender o que significa o seu Ministério – que passa por testemunhar a sua experiência de fé partilhada no encontro com o Mistério na Liturgia, complementando assim, a fé ensinada pelos catequistas.

Por último foi relembrada a necessidade da catequese da ternura por Padre Wagner de Palmas, que observou que o catequizando percebe quando o catequista lhe quer bem. Hoje não se evangeliza por argumentação e intelecção, mas por atração!

 

Peregrinação Paulo Gil Home

 

Por último Dom Peruzzo abençoou a todos que estavam participando da Live.

Que dia grandioso paramos para escutar nosso Pastor!

Gratidão!

Com carinho, da sua catequista “pedra no sapato”

Lilian Volpato
Paz e bem!

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2 comentários

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