Acolher é evangelizar!

por Redação
Acolher é evangelizar!

O poder de acolher

Acolher significa aceitar, receber. Acolher é sentir o outro e assim, enxergar sua alma. É enxergar no outro o reflexo de si mesmo que pede acolhida e que precisa, mais do que de uma solução, um exemplo ou uma palavra amiga. Acolher é como um abraço, e “dentro de um abraço, tudo mais já se está dito”.

 

Diretório Catequese

 

Quem “chega”, seja de onde for, precisa de acolhida. A Igreja precisa ser acolhedora. Foi justamente por falta de acolhida na Igreja que hoje sou catequista. E muito, muito, apaixonada pela missão.

Desde que comecei a trabalhar pelas pastorais na Igreja, dediquei-me à comunicação. Começou porque sempre gostei de escrever e trabalhar com o visual. A apresentação dos ambientes, o que a Igreja fala por meio da música, das apresentações, em encontros, retiros, etc. Assim, fui convidada a ajudar na implantação da “Pascom” (Pastoral da Comunicação) na Paróquia. E foi um dos trabalhos mais apaixonantes que já fiz.

Durante dois anos me dediquei totalmente à Pastoral da Comunicação, cujo objetivo maior é a integração de todas as Pastorais e Movimentos que existem na Igreja. Aprendi muito neste tempo, apaixonei-me pela comunicação.

Depois, mudei de paróquia e fiquei meio “sem chão”. Uma das coisas que mais me deixou triste, foi ter que deixar aquela missão maravilhosa que Deus tinha me dado na Igreja: Comunicar as coisas Dele. Logo que cheguei na nova cidade, fui procurar a Paróquia do meu bairro. Conversei com o padre e me coloquei à disposição para qualquer coisa, disse-lhe o que eu sabia fazer e que estava disposta a ajudar em que eles precisassem.

Leia mais:
Comprometimento: Qual é a sua missão e seu propósito?

O pertencimento

Durante o ano que morei no bairro, frequentando a missa todos os domingos, nunca me chamaram para ajudar em nada. Senti-me tão vazia e tão sem objetivo. A Igreja que eu frequentava ficava ao lado da Universidade onde trabalhava e a três quadras da minha casa. Eu queria “pertencer”, mas, não fui acolhida.

Ainda bem que eu tinha feito muitos amigos junto a Pascom Diocesana e fui convidada a fazer parte dela e do Conselho editorial do boletim. Mas aquele era um serviço que não me parecia suficiente, esporádico, “de vez em quando”, não era ação de fato. Tínhamos que divulgar a pastoral da comunicação nas Paróquias, organizar os eventos da diocese, ajudar a montar o boletim e só. Senti-me muito frustrada. Nos últimos dois anos eu não tinha parado um minuto sequer. Mas, o que fazer? Não precisavam de mim.

Provações e provocações

Um ano depois, mudei de bairro e comecei a ir às missas em outra paróquia, era mês de janeiro, meu segundo ano na cidade. E, no final da missa, o padre falou que precisavam muito de catequistas na paróquia. E eu pensei: por que não? Quem sabe posso ajudar em alguma coisa.

E esse foi o início de uma outra paixão. Nos primeiros seis meses, foi desafiador. As crianças eram difíceis, eu não tinha preparo nenhum para aquilo e a organização da catequese era uma “desorganização”. Na verdade, pensei que primeiro ia fazer um curso, sei lá. Mas foi apenas com a “cara e a coragem” que enfrentei aquelas doze crianças.

Foi um ano de provações e de provocações. Ao mesmo tempo em que me abalou um pouco tanta falta de vontade das crianças, falta de participação dos pais, falta de comprometimento das catequistas, falta de uma coordenação efetiva; me deu uma vontade enorme de fazer alguma coisa. Pensei em sair da catequese logo que pudesse. Aquilo não parecia para mim. Mas, quando vi, já fazia parte da coordenação, ia a todas as formações e eventos da catequese e me envolvia cada vez mais.

Deus e os sinais

E aquilo que parecia ser só por aquele ano, já está no 12º. E parece que vai durar até eu não ter mais forças para estar lá! Porque Deus quer que eu esteja lá, manda sinais sempre!

E um deles foi a “acolhida”, ou falta dela, que me faz permanecer na Igreja e tentar mudar as coisas. Não fosse a primeira “rejeição” eu não teria descoberto o quanto a missão de catequista é maravilhosa. Mas, eu poderia, simplesmente, nunca mais ter tentado…

Por Ângela Rocha

 

Peregrinação Paulo Gil Home

Você também pode gostar

Deixe um comentário

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Supomos que você esteja ok com isso, mas você pode optar por não usar os cookies, se desejar. Aceito

0
    0
    Seu Carrinho
    Seu Carrinho está VazioVoltar para a Loja
    Precisa de Ajuda?