Patronos e intercessores: Santos que viveram a fé com coragem!
Os santos e santas são nossos amigos do Céu. Sua intercessão nos fortalece no caminho do discipulado, pois eles mesmos foram profundamente movidos pela fé. Por isso, ao longo dos anos, o Catequistas Brasil apresenta patronos e intercessores como modelos vivos de seguimento a Jesus Cristo, referências concretas para quem vive a missão catequética no cotidiano da Igreja.
Ao convidar catequistas, agentes de pastoral e coordenadores para a 7ª edição do Catequistas Brasil, que acontece de 29 de janeiro a 1º de fevereiro de 2026, em Aparecida (SP), o evento volta seu olhar para a fé como motor da catequese: a virtude que sustenta o anúncio, fortalece o testemunho e edifica a comunhão.
Desta forma, os patronos e intercessores escolhidos não são apenas figuras admiráveis da história da Igreja, mas homens e mulheres que caminharam confiando no invisível, anunciaram o Evangelho em contextos desafiadores e plantaram sementes de fé onde tudo parecia incerto. Eles nos recordam que a catequese é, antes de tudo, um caminho trilhado pela fé que nos move.
NO PALCO PRINCIPAL, A MÃE DE DEUS E DOS CATEQUISTAS
Nossa Senhora, Mãe dos Catequistas
À Mãe de Jesus recorremos como o maior modelo de fé. Maria creu no Verbo encarnado, caminhou sem ver plenamente e se fez serva para que o Reino de Deus germinasse na humanidade por meio do seu “sim”.
Na Anunciação, entregou-se inteiramente ao projeto de Deus e tornou-se sinal eloquente de uma fé que não depende da visão, mas da confiança. Por isso, Nossa Senhora inspira e motiva a missão catequética: ensinar a crer, mesmo quando os caminhos não estão totalmente claros.
PATRONOS dos AUDITÓRIOS E ESTAÇÃO
Cada auditório e estação dinâmica é dedicado a um patrono, um santo ou santa cujo testemunho revela, de forma concreta, que é a fé que nos move.
São José de Anchieta
Padroeiro dos catequistas, José de Anchieta atravessou mares, línguas e culturas para semear a fé cristã no Brasil colonial. Com a força do Espírito e a humildade de um missionário, aprendeu o idioma dos indígenas, traduziu o Evangelho em terra nova, fundou colégios, comunidades, cidades que iriam germinar a fé em solo brasileiro. Que ele interceda por todos os catequistas brasileiros que continuam a plantar o Reino de Deus em terras de missão.
Santa Teresa d’Ávila
Doutora da Igreja e grande mestre da vida interior, Teresa penetrou nas profundezas da alma humana e ensinou que a fé é caminho para a união com Deus, um caminho de perfeição em nosso castelo interior. Com ela aprendemos que nosso “eu” pequeno é morada de Deus, e que caminhar pela fé é permitir-lhe habitar, mesmo quando tudo parece escuro ou quando os sentidos falham. Tudo passa, só Deus basta!
São Filipe Néri
Padroeiro dos Educadores e Apóstolo da Alegria, São Filipe Néri é modelo de evangelizador convicto e de fé firme. Ele soube combinar seriedade e leveza, oração e apostolado, alegria e profundidade, anunciando a Boa Nova nas ruas, nos encontros da juventude, na formação dos apóstolos. Para ele, a catequese não era simplesmente informar, mas preparar para o céu, motivar para o paraíso, despertar o desejo da eternidade. Sua vida nos revela que a fé move o coração a buscar algo maior do que este mundo, que aponta para o céu, e que abre olhos que ainda não veem, mas creem naquele que é a Fonte da vida.
Santa Teresinha do Menino Jesus
Também doutora da Igreja, sua “pequena via” mostra-nos que a fé não exige grandiosidade, mas a confiança de uma criança que se abandona. Em sua vida escondida, cheia de simplicidade e amor cotidiano, ela escolheu caminhar pela fé, reconhecendo sua pequenez, oferecendo tudo a Deus. Sua espiritualidade interroga os catequistas: quantas vezes a missão consiste na fidelidade humilde aos encontros mais ordinários? Que sua vida inspire a catequese a cultivar a fé nos “pequenos gestos”, nos corações jovens, nos rostos menos visíveis.
São John Newman
Recentemente reconhecido como Doutor da Igreja e padroeiro da educação católica, São John Newman é sinal da fé que escolhe o invisível: “Creio para compreender” foi a sua luta intelectual e espiritual. Em um mundo marcado pelo conflito entre fé e razão, ele ensinou que a fé abre horizontes e forma a inteligência e a consciência; que a catequese educa pela fé.
Santa Paulina
Fundou a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, exigindo que suas irmãs se preparassem para a catequese e visitassem as periferias, crianças, pais e doentes. Sua fé movia-a ao encontro dos mais vulneráveis, com coragem, desprendimento e zelo catequético. Como catequistas, somos chamados a esse compromisso de fé que se move para além da segurança, que vai ao encontro dos que esperam ser evangelizados, que cria comunidades missionárias e inclusivas.
São Carlo Acutis
Jovem do nosso tempo, Carlo auto definiu-se “unido a Jesus, sempre”. Mesmo entre games, internet e lazer, fez da Eucaristia o centro, da tecnologia um meio de evangelização, da juventude um caminho para a fé. O saudoso Papa Francisco reconheceu que Carlo mostra aos jovens “a plenitude da vida” em Cristo. Para os catequistas que trabalham com jovens, Carlo inspira: a fé que move atravessa dispositivos, redes, linguagem contemporânea, e conduz ao encontro com o Senhor, mesmo em meio aos mais duros calvários e sofrimentos.
Beata Chiara Luce
Jovem italiana marcada por uma grave doença, Chiara viveu com intensidade sua fé e seu “sim” ao Senhor até o final. Mostrou que a fé não é obstáculo ao desígnio de Deus, e sim um caminho de liberdade e presença. Sua vida fala aos jovens catequistas e catequizandos: testemunhar a fé que nos move é amar até o fim, cultivar a alegria mesmo na dor e permanecer firme no Senhor quando os sentidos já não veem.
Todos esses patronos, santos e santas, cada um à sua maneira, tornam-se intercessores dos catequistas do Brasil no ano em que proclamamos: “A fé que nos move.”
Eles nos recordam que caminhar pela fé implica confiar, anunciar, amar e perseverar, mesmo quando os sinais ainda não são plenamente visíveis.
Que o palco principal, dedicado a Nossa Senhora, cada auditório, cada estação e cada catequista que participar do Catequistas Brasil 2026 recebam a bênção desses patronos, modelos de fé e sejam fortalecidos para viver e anunciar o Evangelho com coragem, alegria e confiança.
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