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O papel da Internet na Catequese

por Redação
O papel da Internet na Catequese
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A rede mundial de computadores não é em si mal ou boa, ela é unicamente uma tecnologia, ou seja, uma ferramenta.

 

Diretório Catequese

 

Reconheço-a como uma potencialidade ímpar a ser explorada, para facilitar a CONEXÃO entre as pessoas e a disseminação de valores e conhecimentos, de forma bem mais democrática, e porque não dizer, barata.

Por um lado, temos um excesso de informações sendo geradas e veiculadas nos diversos meios de comunicação e redes sociais, o que por várias vezes é muito cansativo e pode nos tirar do foco do que é verdadeiramente importante.

Como ponto negativo temos as limitações quanto à inclusão digital de uma parcela significativa da sociedade, o que nos faz pensar que duplamente ficariam excluídos da possibilidade de acesso a conteúdo coerente e edificante para o seu estado de vida. A telefonia celular e as redes sociais tem contribuído significativamente para diminuir este déficit. Agora na pandemia ficou clara a necessidade de políticas públicas que garantam este acesso. A educação poderá prontamente se beneficiar com esta democratização do bem.

Com certeza serão muitos os desafios a serem enfrentados nesta pós modernidade, em que os valores se encontram em discussão. Como trazer sentido à mensagem cristã para as gerações de jovens e crianças de uma forma que eles não se desconectem da Igreja um pouco depois da recepção dos sacramentos?

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Existem muitas distrações, mensagens negativas e enganadoras na internet, por isso é urgente a Igreja ocupar este espaço com a apresentação dos valores do Evangelho, com o protagonismo de pessoas comuns, lutadoras, doadoras de si pelo Reino de Deus. Todos temos dentro de si algo de maravilhoso que pode ser despertado e compartilhado… um desenho, uma foto, um testemunho. A internet é um meio em que todos podem ter VOZ.

Como também é um meio para ESCUTA. O que tenho buscado de conteúdo na internet? Algo que contribua e reforce a vivência dos meus valores ou algo para amortecer minhas dores? Na internet existe uma métrica: número de visualizações, número de likes, etc. É possível avaliar com sinceridade e possibilitar canais atrativos para a edificação da fé católica, diversificados em sua linguagem pois temos diferentes públicos. E quando errarmos na medida haverá sempre a possibilidade de ajustes de rota. Como todos os seguidores de Jesus que encontraram tropeços fizeram: levantaram e voltaram a caminhar.

Por outro lado, exemplificamos as potencialidades desta ferramenta chamada internet no campo específico da formação de catequistas (a menina dos meus olhos):

Para se fazer uma formação “TOP” de catequistas dever-se-ia agendar previamente (de acordo com a disponibilidade do palestrante que além de dar palestras é sacerdote algumas vezes, professor, escritor, etc.), providenciar a logística e gastos de viagem, estadia, local previamente estabelecido e com capacidade limite para comportar os interessados, providenciar recursos físicos e humanos para o dia do evento.

Esta atividade não poderia ser vivenciada por um catequista que que estaria realmente interessado, mas que reside em outra localidade distante daquele local, e nem por um catequista que mesmo morando perto tivesse um compromisso inadiável e prioritário. Só com a gravação e disponibilização deste conteúdo na internet, o conhecimento poderá ser disseminado em tempo real e ficar disponível por tempo indeterminado. A semente pode dar não mais 15, 30 ou 100, mas pode dar milhares por um.

Este material pode ser utilizado nas formações locais pelos catequistas, em grupos de estudos presenciais ou através de fóruns, partindo de colocações sólidas e consistentes.

Poderá ser assim possibilitado um aprendizado assíncrono (ver/escutar/rever na hora em que o catequista conseguir). Muitas vezes não conseguimos captar o conteúdo de uma palestra pois o nosso cérebro tem capacidade limitada e muitas demandas simultâneas (mesmo quando anotamos fica retido cerca de vinte por cento do conteúdo). Mas tendo sido disponibilizado na “nuvem”, vamos poder rever, refletir, esclarecer, aprofundar… para nos tornarmos melhores catequistas.

O trabalho de formação pode, ainda, passar a ser COLABORATIVO e não mais individual. A internet promove a possibilidade de um trabalho de equipe, mesmo entre pessoas que não se encontram pessoalmente. E todo e qualquer esforço despendido por uma equipe na produção de um conteúdo relevante pode ser aproveitado, melhorado por outros, ou servir ao menos de inspiração para os demais.

Por fim, a linguagem do catequista tem que ser próxima à linguagem do catequizando, a catequese tem que “conversar” com o mundo atual, e a sua não presença na internet seria um grande retrocesso.

Por fim, ligando este texto à metáfora da apresentação de Jesus com a Samaritana, pensando em nossos catequizandos que hoje tem acesso a internet… devido à sede que todos nós indistintamente temos de Deus, o que eles irão encontrar caso a Catequese não esteja lá para marcar sua presença?

Por Lilian V. F. Volpato

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